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RICARDO MONEZI JULIÃO DE OLIVEIRA

Avaliação de efeitos da prática de impostação de mãos sobre os sistemas hematológico e imunológico de camundongos machos

  •   Dissertação apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo para obtenção do título de

  • Mestre em Ciência. São Paulo 2003

    O que se segue é um extracto da dissertação do Prof. Ricardo Monezi. Para quem quer ler o documento inteiro pode me pedir o envio do pdf da dissertação completa por email.

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    DISCUSSÃO

    No presente trabalho, aplicamos a impostação de mãos de uma mesma pessoa, sem um contato físico direto. Nossos achados referem-se à ação da impostação de mãos sobre organismos em sua totalidade, camundongos mantidos normalmente em suas próprias gaiolas de criação e grupo social.

    Na avaliação hematológica, a leucometria específica demonstrou diferenças significativas entre os grupos Controle e Controle-Luva em relação ao grupo Impostação, apenas no número de monócitos.

    A discreta, mas significativa, elevação do número de monócitos dos animais do grupo Impostação não está explicada. Apesar de diversos artigos referirem o estabelecimento de uma monocitose como um indício de estresse (FELDMAN, 1984; MEEHAN, 1993; SEVERS, 1996; ANDERSON, 1999), os resultados relativos aos demais parâmetros avaliados no nosso trabalho, como a contagem de plaquetas e a avaliação da citotoxicidade de células não-aderentes, não sugerem este estado fisiológico nos animais do grupo Impostação.

    Também podemos sugerir uma correlação deste resultado com a Interleucina-6 (IL-6), uma vez que há relatos na literatura que descrevem um efeito regulador desta interleucina sobre a diferenciação e proliferação de

    linhagens de células mielomonocíticas e também sobre células precursoras hematopoiéticas (WONG, 1988; LIECHTY,1990; JILKA, 1995).

    Segundo a literatura, tal efeito apresenta uma possível correlação com os níveis do hormônio sexual estrógeno, que possivelmente exerceria efeitos inibitórios sobre a produção da IL-6 (GIRASOLE, 1992; PASSERI, 1993).

    A possibilidade de que este hormônio sexual possa ter um impacto significante sobre a hematopoese, regulada através da ação da IL-6, é sugerida por uma série de evidências. JILKA (1995) e MANOLAGAS (1998, 2002) descrevem vários experimentos em camundongos nos quais verificou-se uma elevação nos níveis de IL-6 após uma redução dos níveis de estrógeno, resultando em uma elevação do número de unidades formadoras de colônias de granulócitos e monócitos (CFU-GM) e também de monócitos circulantes no sangue periférico.

    A redução significativa no número de plaquetas dos animais do grupo Impostação, em relação aos animais dos grupos Controle e Controle-Luva, poderia talvez estar associada a níveis reduzidos dos hormônios sexuais.

    A literatura descreve tanto o estrógeno como a testosterona como hormônios estimuladores da trombocitopoiese em camundongos (LANDSHMAN,1979; SULLIVAN, 1995). Há relatos da existência de receptores para estrógeno (ER α e β), progesterona (PR) e andrógenos (AR) nas linhagens megacariocíticas e nas plaquetas (KHETAWAT, 2000; BRANCAMONTE, 2001; NEALEN, 2001).

    Esta possível correlação deverá ser estudada oportunamente através da realização das dosagens dos hormônios sexuais dos animais dos três grupos. Para tanto, as amostras de soro dos animais foram estocadas em condições apropriadas para serem futuramente utilizadas para as dosagens, que requerem reagentes específicos para camundongos.

    Também deverão ser realizados estudos futuros para avaliar a coagulação e a função plaquetária, uma vez que os animais do grupo Impostação não apresentaram alterações clínicas aparentes.

    Os níveis aumentados de citotoxicidade de células não-aderentes com atividade NK e LAK encontrados nos animais do grupo Impostação, quando em comparação com os animais do grupo Controle e Controle-Luva, poderiam talvez estar correlacionados com os níveis estrogênicos.

    Diversos experimentos in vitro e in vivo, demonstraram que o estrógeno tem uma ação que varia com a dose e tempo de exposição, produzindo resultados experimentais diversos, tanto no que se refere à sua ação no sistema imunológico, principalmente nas células com atividade NK, quanto na proliferação celular. A literatura relata que o estrógeno atuaria na função imunológica, sobretudo na atividade citotóxica linfocitária, através de receptores farmacológicos tipo I (ER I) e tipo II (ER II), existentes nos linfócitos (ALBIERO, 1994; HARTIG, 1997; LAROCCA, 1990).

    Tem sido demonstrado que níveis normais de estrógeno levam a um aumento da atividade citotóxica das células com atividade NK e também de macrófagos; por outro lado níveis elevados induzem a apoptose dos linfócitos e afetam também os macrófagos, enquanto que níveis abaixo do

    fisiológico normal deprimem ambas as funções (ZHANG, 1997; KNISS, 1998; POZZI, 1999).

    O estrógeno também é um importante regulador da expressão de citocinas pró-inflamatórias derivadas das células do sistema imunológico (ZAJCHOWSKI, 2000). Tal regulação pode ser sugerida pela expressão diferenciada dessas citocinas durante o ciclo ovulatório. Pesquisadores identificaram a expressão do RNA-mensageiro do TNF alfa, IL-1 e IL-6 no útero de camundongos e relataram que os níveis de proteína e RNA mensageiro das três citocinas variaram com o ciclo estral (MARSH, 1996).

    Também há relatos de que o estrógeno estaria ligado à regulação da produção de IL-2, uma das citocinas responsáveis pela expansão e ativação de células com atividade NK e LAK (AHMED 1984; PUNG 1985; ELBOURNE, 1998).

    Em recente artigo, MCMURRAY (2001) relata que altas concentrações de estrógeno e, também, exposições prolongadas a determinadas concentrações deste hormônio podem bloquear a resposta de ativação das células linfóides, além de inibir a produção de IL-2 e suprimir seu receptor.

    Em trabalhos posteriores deverá ser realizada a dosagem desta interleucina, uma vez que a literatura atribui a ela tanto a formação quanto a ativação de células com propriedades LAK (POBER, 1991; VERSTEEG, 1992; BARAL, 1996; KAGI, 1996).

    Considerando que os seres vivos têm campos eletromagnéticos (GREENE, 2001), podemos sugerir que o conjunto de alterações fisiológicas encontradas, decorrentes do tratamento de impostação de mãos aplicado sobre os animais possam estar ligados a interações entre os campos eletromagnéticos dos animais e da pessoa que realizou a impostação, visto que não verificamos diferenças estatisticamente significativas entre os grupos Controle e Controle-Luva para nenhum dos parâmetros avaliados, que mostraram resultados bastante diferentes dos encontrados no grupo Impostação.

    Com estes dois grupos Controle demonstramos que a simples exposição de um organismo a um objeto, com formas e dimensões aproximadas a de uma mão humana, não produz os mesmos resultados encontrados nos animais que receberam o tratamento de impostação de mãos de uma pessoa.

    A semelhança entre os resultados encontrados entre os grupos Controle e Controle-Luva sugere fortemente que os resultados encontrados no grupo Impostação não são decorrentes de um efeito placebo, que tem sido explicado como uma resposta condicionada do organismo, constituindo-se em um fenômeno que envolve interações entre a mente, as emoções, e diferentes sistemas, principalmente o endócrino e o imunológico, o que poderia constituir um acesso para mecanismos internos, naturais e que poderiam desencadear tanto processos patológicos quanto de cura (ADER,1975, 1988; BYERLY, 1976; LEVINE, 1978; STEFANO, 2001).

    Segundo OSCHMAN (2000), os campos energéticos dos seres vivos se modificam de momento a momento, sendo afetados pelos demais eventos energéticos que estão ocorrendo ao seu redor, constituídos por diferentes tipos de forças energéticas, como a eletromagnética ou a gravitacional.

    Vários estudos vêm comprovando as ações benéficas dos campos eletromagnéticos sobre os seres vivos, indicando inclusive que exposições de curta duração a campos eletromagnéticos de baixa freqüência podem modular a proliferação de células do sistema imunológico (JOHNSON, 2001).

    Experimentos in vitro também demonstraram a apoptose de células tumorais em cultura quando estas são expostas a campos eletromagnéticos de baixa freqüência, devido a alterações produzidas por estes campos energéticos na estrutura de diferentes organelas celulares (SOMOSY, 2000; TOFANI, 2001).

    Dessa maneira, a possibilidade de que nossos resultados estejam relacionados à interação entre os campos eletromagnéticos dos animais e da pessoa que aplicou o tratamento de impostação de mãos pode também estar relacionada à curta duração de cada aplicação.

    A literatura relata que a exposição prolongada a campos eletromagnéticos pode ser relacionada ao aparecimento de tumores como, por exemplo, linfomas (FAM, 1996; LACY-HULBERT, 1998).

    Há uma possibilidade de que esse fenômeno, secundário a exposições prolongadas a campos eletromagnéticos, ocorra por uma supressão da produção de melatonina, um hormônio de liberação noturna que pode afetar todas as células do corpo, inclusive as células glandulares, resultando em um aumento dos níveis de prolactina e estrógeno, podendo afetar diretamente a resposta imunológica (BLACKMAN, 2001).

    O efeito da melatonina sobre o sistema imunológico não está bem definido, sendo que a literatura relata a presença de receptores para esta substância nos linfócitos (MAESTRONI, 1996; REITER, 2000; BLACKMAN, 2001).

    A área de energia, que envolve todos os seres e objetos, é ainda uma das grandes questões da física e, atualmente, ainda se procura uma resposta para as inúmeras questões não respondidas pelas teorias de Einstein e da física quântica (GREENE, 2001).

    Nossos resultados sugerem uma alteração fisiológica decorrente do tratamento empregado e que há que se estudar por que ela ocorre, buscando um fator comum que explique o conjunto de resultados obtidos.

    Inúmeras hipóteses poderão ser formuladas, pois a energia provavelmente deve atuar sobre o organismo na sua totalidade, podendo afetar a proliferação celular, produção hormonal e muitas outras funções.

    Talvez um início seja explorar melhor a função celular linfocitária, a coagulação, inclusive plaquetas, e eventuais correlações com a IL-2, IL-6 e hormônios esteróides.

    CONCLUSÕES

    - A impostação de mãos sobre o corpo de animais produziu as seguintes alterações fisiológicas que puderam ser constatadas, com significância estatística:

    • Elevação na contagem do número de monócitos (p<0,05);

    • Diminuição na contagem do número de plaquetas (p<0,05);

    • Elevação da citotoxicidade de células não-aderentes com atividade NK e LAK (p<0,005).

    - Os grupos Controle e Controle-Luva tiveram resultados semelhantes;

    - A diferença dos resultados obtidos entre os grupos Controles e o grupo Impostação não sugerem que as alterações fisiológicas encontradas sejam decorrentes de condicionamento dos animais ou efeito placebo.

    - Novos estudos experimentais devem ser realizados para melhor avaliar os efeitos dessa prática, investigando a função plaquetária e os diversos fatores que podem estar envolvidos nessa resposta e na regulação das respostas imunológicas e endócrinas.

    - Entre os fatores a serem avaliados para uma melhor caracterização desta resposta devem ser dosados a IL-2, a IL-6 e IFN, assim como os hormônios que podem estar envolvidos nessas respostas, como os hormônios sexuais, o ACTH, o CRH e as catecolaminas.

     

     

    A CIÊNCIA E O CAMPO ENERGÉTICO HUMANO

     

    Um resumo de uma entrevista entre  William L. Rand e James L. Oschmann, Ph.D em ‘Reiki News’ Inverno 2002.

     

    James Oschmann é uma autoridade que lidera no campo de compreensão de cura com as mãos. Seu treino como cientista nas áreas de biofísica, biologia celular e fisiologia junto com a sua experiência e compreensão da cura holistica, põem-no numa posição única para ultrapassar o fosso entre a comunidade científica e a comunidade da cura holistica. Os seus livros ‘Energy Medicine’ e ‘Energy Medicine in Therapeutics and Human Performança’ são obras de grande destaque na maneira como transmitem uma base científica para a cura com as mãos. O seu trabalho facilita a compreensão da parte da classe médica para aceitar Reiki, que é muito valioso para quem quer pôr Reiki nos hospitais ou num ambiente científico. A suas ideias fascinantes dão-nos uma nova perspectiva sobre a maneira como Reiki actua.

     

    WLR: Pode-nos dar uma definição de Medicina Energética?

    JLO: Numa maneira toda a medicina é medicina energética. Isso pode parecer trivial mas é um ponto importante. Qualquer intervenção com um sistema vivo envolve energia numa maneira ou outra e consta um grande desafio para entrar nesta área multidisciplinar para todos nós. Para os praticantes de Reiki vale a pena aprender um pouco sobre a física e biologia para compreender melhor os mecanismos envolvidos. Ajuda a clarificar as intenções e facilita explicar o seu trabalho aos médicos e cientistas. Medicina energética envolve compreender como o corpo cria e responde aos campos eléctricos, magnéticos e electromagnéticos incluindo como reage à energia da luz, do som, calor, químicos, pressão, gravidade e outros. Estamos interessados como o corpo produz estes campos energéticos e como podem ser aplicados para o seu benefício. È importante para os reikianos compreender que a ciência realmente não compreende a origem desta energias. Mesmo os grandes cientistas como Albert Einstein tinham grandes dificuldades em compreender a verdadeira natureza de energia e como as suas várias formas se interrelacionam. O problema continua para resolver. Dizemos que um electrão tem uma carga, mas porque tem uma carga e o que é uma carga continua um mistério para os cientistas. Uma reacção negativa da parte deles quando se fala em medicina energética é frequente, mas esquecem que também eles utilizam formas de tratamento e diagnostico baseado em energia tais como, raios-X, electrocardiogramas, TAC, cirurgia com  laser e muitos outras. Reiki e outras formas de cura com as mãos são uma outra forma de medicina energética, baseado em campos energéticos cientificamente medíveis, emitidos das mãos do curador.

     

    WLR: Já foi provado a existência do campo energético humano e com quais instrumentos?

    JLO: O primeiro campo foi o do coração e levou ao electrocardiograma e uns 25 anos mais tarde foi a vez do campo do cérebro que levou ao electroencefalograma. Estes campos propagam-se pelo corpo e podem ser registados com eléctrodos em qualquer parte do corpo. Há uma lei na física, a lei de Ampere, que diz quando uma corrente flúi através de um condutor, tal como um fio ou tecidos vivos, campos magnéticos são produzidos no espaço envolvente. O primeiro campo bio magnético registado foi o do coração em 1963 utilizando duas bobinas com 2 milhões de voltas de fio. Ao mesmo tempo foi feito uma grande invenção na Inglaterra por Brain Josephson que recebeu um prémio Nobel por isso, de um aparelho que se chama SQUID. Estes magnetómetros super sensíveis estão agora a serem utilizados em todo o mundo para estudar o campo energético humano. Destaca-se que os resultados das medições do campo magnético são muito mais informativos sobre os processos interiores do que das medições bioelectricos. Isto é importante porque testes na Itália provaram que o corpo humano tem uma grande capacidade de sentir estes campos magnéticos.

     

    WLR: em varias terapias falamos de ‘energia de cura’. O que é que pensa deste termo?

    JLO: Este termo tem sido muito contestado em círculos académicos, mas as atitudes estão a mudar devido a investigação feita, entre outros, pelo Andrew L. Bassett em Nova York em ultrapassar o cepticismo de introduzir a terapia de Campos Electromagnéticos Pulsantes (PEMF) para curar ossos na medicina vigente. Por mais de 40 anos Bassett e os seus colegas provaram que estes campos podem acelerar o processo da cura nos tecidos ósseos e musculares. As frequências importantes para esta cura estão todas na banda ultra baixa (ELF), com frequências de 2 Hz para a cura dos nervos, 7 Hz para ossos, 10 Hz para ligamentos e algumas mais altos para a pele e os vasos capilares. O inglês Michael Faraday provou em 1831 que um campo magnético ao pé de um condutor induz uma corrente eléctrica neste e é este lei que é a base de uma ciência chamada magneto biologia. Praticantes de Reiki e outras artes de cura pelas mãos emitem das suas mãos estes sinais ELF. Isto foi provado num estudo do Dr. John Zimmerman. Ele demonstrou que as mãos dos praticantes do ‘Toque terapêutico’ e ‘Toque de cura’ (Alice Burmeister, n.d.t) emitem estes sinais, ao contrário dos não-praticantes. Provou também que estas frequências variam muito e percorrem todo a banda das frequências ELF. Eis a ligação entre a medicina clínica e a cura holistica.

    A física básica de indução é importante porque pode explicar alguns dos efeitos de Reiki. Os campos bio magnéticos das mãos do curador podem induzir correntes nos tecidos dos pacientes que estão pertos. Como resultado destas descobertas posso sugerir uma definição: Energia de cura, seja ela produzido por uma maquina ou projectado do corpo humano, é energia de uma frequência ou conjunto de frequências particulares que estimula a reparação de um ou mais tecidos.

     

    WLR: Existem instrumentos baratos para medir estes campos?

    JLO: Depende do campo que quer medir. Normalmente são caros e tem que ser protegidos de outros campos magnéticos, com a excepção dos campos emitidos pelos mestres de Chi Kung, que são muito fortes (Seto, Japão 1992), mas existem instrumentos que podem ser construídos por qualquer um para medir o campo do coração (Carlson em Scientific American Junho 2000).

     

    WLR: Uma vez criados estes campos, como é que curam?

    JLO: Há varias hipóteses sobre investigação, mas vou descrever um que é mais estudado que se pode descrever como ‘cascata de sinais’. Primeiro há uma cascata de reacções do exterior da célula até ao seu interior e ADN. Segundo há um efeito de ampliação, basta uma molécula de hormona ou neurotransmissor para desencadear um fluxo de centenas de iões de cálcio pelo canal de cálcio da célula para activar vários processos de cura celular. O aspecto mais importante é que os campos mais fracos produzem os efeitos mais fortes!  Os sistemas biológicos parecem desafiar a lei do ‘mais é melhor’. Suponho que métodos como Reiki abrem os canais de comunicação entre as células e facilitam a deslocação das células para áreas onde são precisas e acalmam a pessoa para que as suas defesas podem actuar.

     

    WLR: Existe uma base biológica que explica o facto de algumas pessoas podem ver este campo energético?

    JLO: Uma explicação podia ser o efeito de Faraday. Campos magnéticos alteram a polarização da luz e como o olho é muito sensível à polarização certas pessoas podiam ter a capacidade de ver esta polarização. Uma outra hipótese é a descoberta de que a retina também é um receptor magnético além de registar também a luz. Isto podemos ver nas abelhas que utilizam informação magnético para se orientarem.

     

    WLR: Existe uma relação entre a medicina energética e a consciência?

    JLO: Alguns cientistas sugeriram que aquilo que chamamos ‘mente’ ou ‘espirito’ é de facto um campo tridimensional neuromagnético. No meu último livro investigo esta hipótese.

     

    WLR: Reikianos têm a experiência de que são guiados por uma força superior que cria as frequências necessários para a cura e o método. Há algum indício na sua investigação que podia confirmar isso?

    JLO: De uma perspectiva científica este ‘inteligência superior’ a que se refere não é mais nada do que a sabedoria inata de que todos dispomos. Quando relaxamos os processos mentais podemos ter acesso a esta informação através do subconsciente. A nossa consciência só regista uma pequeníssima parte da informação que lhe é fornecido, 11 milhões de bits por segundo, o resto vai para o subconsciente. Por isso se confiamos na nossa intuição estaremos mais perto da realidade do que quando confiamos na nossa mente. Uma maneira como isto podia funcionar é, penso eu, por sinais emitidos pelos tecidos danificados que são registados pelas campos energéticos das mãos. Parece que há um sistema de bio-feedback que chamo o sistema operativo do corpo (SOC). Este SOC trabalha silenciosamente no fundo, como num computador e coordena todas as operações deste. Uma das suas actividades é o ajustamento das frequências emitidas apropriados à situação por ter a capacidade de sentir e projectar ao mesmo tempo.

     

    WLR: Como podia explicar o envio de Reiki a distância?

    JLO: Há vários fenómenos físicos que podiam dar uma explicação por exemplo as ‘Ondas Scalar’. Estes influenciam a estrutura do espaço em todo lado ao mesmo tempo. Foram descobertas há 100 anos mas os físicos anularem os seus efeitos por que não foram capazes de contemplar um efeito com estas qualidades. Um cientista de física quântica, Dr. Milo Wolff, descreveu a interdependência de toda a matéria no universo em alguns artigos. (também um conceito budista! N.d.t) Um outro aspecto é o chamado efeito EPR (Einstein, Podolski e Rosen, 1935) que é um efeito quântico que ocre ao contrário do senso compus. Neste ensaio foram observados 2 fotões de cálcio, um dos quais passou por um filtro que alterou uma qualidade chamado ‘spin’ e logo o outro também mudou. Como este comunicação tem que ocorrer com uma velocidade superior ao da luz, parece então impossível. Einstein chamou isto ‘spooky action at a distance’ (acção misteriosa à distância). Parece que a separação é uma ilusão, uma vez juntos as partículas ficarão sempre juntos.

     

    WLR: Uma parte essencial de Reiki é a iniciação ou sintonização em que o aluno de repente adquire a capacidade de canalizar Reiki. Existe uma explicação como isto é possível?

    JLO: Só posso sugerir uma hipótese para testar que seria que neste processo são passados um conjunto de frequências do mestre ao aluno pelo campo energético que ficam registados para sempre pelo aluno. Um processo similar ao envolvido na homeopatia em que uma assinatura energética é passado à agua. Alguns cientistas têm desenvolvido hipóteses de trabalho nesta área, mas outros nem por isso. O sistema de agua no corpo humano podia ser uma boa antena para campos ambientais e lembrá-los tal como na homeopatia.

     

    WLR: Quais são as suas previsões para os futuro da investigação científica na medicina energética?

    JLO: A medicina energética está a amadurecer agora como se têm desenvolvido maquinas para medir o campo energético humano. Está a ser feito muita investigação nesta área. Na minha opinião o estudo de holografia quântica, desenvolvido pelo ex-astronauta Edgar Mitchell no seu ‘Instituto de Ciência Noética’ que envolve os chamados ‘Ondas Soliton’ podia levar o estudo da medicina em geral a um nível diferente. Podíamos começar a compreender curas aparentemente milagrosas, temos os meios mas precisamos que a ciência moderna começa a dar ouvidos às pessoas que têm a experiência prática da medicina energética, desenvolvida mesmo antes de haver algo como ciência.

     

    Tradução: Guido Frans Verrier, Mestre de Reiki, Coimbra.

    Website do James L. Oschmann: http://www.energyresearch.bizland .com/

     Reiki News Website:   http://www.reiki.org/reikinews/ScienceMeasures.htm